Lá estão

Todos eles

Um a um

Enfileirados

A espera da morte.

Leito doze já se foi

O onze, mantém os olhos abertos

Por medo de fechá-los e não mais abrir.

Mas se a morte vir de par em par

Quem deles, o próximo será?

Porém se for ímpar

Levará o leito quinze

Que sofrido, ainda finge

Nenhuma dor sentir.

Lá estão eles

Soropositivos sofridos

Em um mundo esquecido

Apoiados por alguns

Que fingem não discriminar

Abandonados em seus leitos

Viajantes sem passaporte

Desejando não viajar.

 

 

Esse poema nasceu em fevereiro de 1995,
após visitar e levar meu carinho à pacientes soropositivos.

 


 

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