A noite traz a escuridão que é recompensada
No despir das estrelas que mesmo distantes
Brilham para o universo aplaudir.
Na escuridão do quarto, não há recompensa.
Para a fêmea que se despe de brilho
Sem ter a quem encantar,
E, sobre o palco sombrio,
Sem aplausos
Sem sussurros
Sem gemidos de prazer
O que resta é apenas a imaginação.
Fecham-se as cortinas
Dá-se início o próximo ato
Não há beijos nem afagos
Não há calor de abraços
E ninguém para amar.
De seda,
A camisola encobre os seios nus,
Pois, não mais esperam os toques de carícias
A despertar delícias ocultas no corpo de mulher.
À noite,
Revela a estrela em seu cintilante bailar
E a fêmea espojada em seu leito
Recria antigos momentos de prazer,
Respiração ofegante
Gemido no gozo
Lembrança de um certo moço
Cujo tempo sepultou lá atrás.
A noite revela a estrela em seu quarto sombrio
No imenso palco vazio
No qual resta o silêncio de uma vida
A escuridão de um tempo
O calar de um desejo
O sepulcro de uma mulher
Na frieza de um beijo.

 



 

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