Todos os dias, pela manhã

Podia ouvir de seus lábios

A linda frase de amor:

Deus te abençoe, minha filha!

 

É, mãezinha...

Fico aqui pensando no que faria para ouvir-te outra vez

Abençoando ou ralhando comigo

Chamando a atenção dessa menina levada

Que sempre fui...

 

Hoje mãe...

Hoje se aqui estivesse

Estaríamos comemorando seus 87 aninhos

Com todas aquelas guloseimas que adorava,

mas que ultimamente estava proibida de saborear,

pelo menos na frente dos outros filhos

Pois eu te daria escondida, faria tua vontade como sempre fiz

E depois cairíamos no riso, felizes pela arte feita...

 

Ah, meu caquinho de mãe

Não imaginas a saudade que tenho aqui dentro

As imagens que recrio em meu pensamento, nas longas noites

Em que a insônia vem fazer-me companhia...

Não imaginas

Como é grande a falta que me faz tua presença amiga.

 

Esse ano, mãezinha

Não comemorarei o natal

Meu coração ainda está de luto e acredito que ficará assim

Ate o dia, em que novamente poderei te abraçar

Dizer do muito que te amo

E de mãos dadas, caminhar com você,
sobre as nuvens e brincar de colher estrelas...

Sabe mãe

Nossa árvore, está na sala, mas não a enfeitei

Pois... natal sem você mãezinha, não é natal

Não tem alegria, não tem cor

Nem aquele cheirinho de magia no ar

Não tem sabor...

Esse ano mãezinha

Nossa casa não será enfeitada, como em outros natais

Não haverá guirlanda na porta

Não haverá a ceia tradicional

E nem música tocando

Apenas a saudade de um anjo lindo de Deus

Que em minha vida está faltando...


 

03/12/2006

 

 

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