O que é a liberdade, além das cercas de quintais, dos muros que separam estradas, das serras que separam estados, do leito de rio que separam as margens.

O que é liberdade, quando se vive em um mundo de medo, aprisionados nas grades de nossas casas, mergulhados em nossos temores.

O que é liberdade, num país democrático por fachada, no qual ainda somos obrigados a brincar de “bente que bente ao frade”

Não há liberdade... a não ser na mente do poeta sonhador, pois ele sim é livre para pensar, sonhar, imaginar.

Sou uma sonhadora e, passei toda a vida imaginando você, que agora se faz presente diante de mim e, eu sem poder fazer algo , que te liberte dessa prisão na qual se encontra.

Sei, eu sei que é apenas uma moldura que te separas de mim e, mesmo assim nada posso fazer a não ser admirá-la, como quem admira as estrelas no imenso infinito.

Queria tanto tirá-la dessa moldura, te abraçar, te fazer protegida e saber o quanto és amada e querida. Você não me ouve, talvez não me veja, pois és apenas uma fotografia que há muito, alguém tirou.

Queria ter você aqui bem perto, poder te sentir e falar da minha saudade por esses longos anos distantes, mas, você não me ouviria e, nem me reconheceria, pois eu cresci, por fora, mas cresci. Fiz-me mulher e adulta e, sempre com uma ternura imensa por você, que continua me olhando sem nada entender do que escrevo.

Sou uma simples sonhadora e ninguém melhor que você para entender ao que me refiro, pois tantas foram as vezes em que juntas sonhamos e, como todo sonhador, sonho em tirá-la um dia dessa moldura fria, desse papel amarelado pelo tempo e, colocar em seu rostinho um sorriso de esperança, que há em todo rostinho inocente. Mas para que isso aconteça será preciso libertar a mulher que há aqui dentro e, que vive presa em suas molduras imaginárias, por medo de arriscar.

Onde está a liberdade?

O que é a liberdade a não ser essa, a de expressão, na qual nos fazemos fortes e destemíveis.                               

 



Na foto... “Eu aos nove anos no Colégio Nossa Senhora do Rosário, em 1966”

 

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