Sobre o palco de nossas vidas,

encenamos peças...

Sem script,

sem correção,

sem direção.

perfeitamente representamos,

o que não mais representamos,

um ao outro.
 

 

Primeiro ato

 

DESABAFO:

 

Onde está teu abraço?

Onde está a aliança,

que uniu-nos em um laço?

Onde está teu carinho,

a mão que afaga,

e que aponta os caminhos?

Onde está o enredo

da canção, que ao medo

não soube afugentar?

Onde está tua jura,

de pra sempre vou te amar?
 

 

Segundo ato

 

O DESCASO:

 

Onde está o ouvido,

que nunca ouviu o meu lamentar?

onde está a palavra,

que não pude escutar?

Onde está a saudade,

que nunca o acompanhou,

no regresso ao lar?

Ah, esse tom vermelho,

grifado em seu blusão,

foi essa a condição...

para a cena da traição.
 

 

Terceiro ato

 

O VAZIO:

 

Eu fiquei no palco

de meu quarto sombrio,

no imenso palco vazio,

sozinha  a interpretar,

e tal qual máscara grega,

eu chorava

você sorria...

E, não sei, quem de nós fingia,

com essa vida não se importar.

Sei apenas

que no fim de cada cena,

duas vidas, que nos assistiam...

só choravam não nos aplaudiam.
 

 

Quarto ato

 

O ACASO:

 

Apagam-se as luzes,

baixam-se as cortinas...

É o fim de nosso caso.

 

 

                                                                      

 

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