Nádya Haua
 

 
 

Ah, meu amigo, perdoa-me

Dei-te motivos para que de mim, pudesses zombar.

Fui tola, fui cruel

Encenei um  papel por medo em não querer te encarar.

Hoje, não o temo

Te aprecio, te contemplo

Ao meu corpo a contemplar,

Vejo curvas sinuosas

Ouço-te dizer baixinho... gostosa,

Não tens porque se envergonhar.

Perdoa-me por te chamar de frio, medíocre, mentiroso

Pois refletia em meu rosto o que não quis enxergar.

Hoje, faço-te confidente

Pois em outro recinto, carente

Tu sorriste lá do alto a me olhar.

A meu lado,

Uma voz experiente

Forçou-me a olhar de frente

A mulher que pensei em assassinar.

Olhe, ele dizia,

Você é perfeita

Pernas grossas, curvas estreitas

Permita sobreviver, a mulher  existente  em você.

Eu, espojada sobre o leito

Percebi no corpo, os seios,

Aqueles que  escondia por vergonha ou covardia,

Com medo de me entregar.

E você que do alto tudo assistia

Sem ter mãos aplaudia

A fêmea que ali no ato sublime de amar.

Ele, eu sei

Arrancou o meu véu

Em teu reflexo mostrou-me o céu

Deu-me a estrela colorida

Banindo um destino cruel.

Perdoa-me querido

Deixe-me ser tua amiga fiel

Para que em cada ato

Em cada cena

Possa ver refletido em ti, meu poema

As mais belas estrelas no céu.
 

 

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