Nádya Haua

 

Os anos passarão, tudo estará mudado, estarei mais velha e, você, certamente não será mais o mesmo. 

Há de chegar o dia, em que a saudade baterá mais forte e tirarei da gaveta do tempo, lembranças amareladas, como folhas de outono.

De certo reviverei a mesma dor, a mesma angústia dos dias que me acercam, e que inútil me faz diante de tanto querer. 

Disse-me adeus sem aceno, sem abraços, sem uma só palavra...

 Disse-me adeus sem olhar em meus olhos, sem ouvir meus apelos por medo, fraqueza, piedade, temendo talvez o meu sofrer na despedida.

 Há de chegar o dia em que se encontrará perdido em seus pensamentos, e a saudade buscará minha imagem como num conforto, para sua dor, para uma falta de coragem que não teve, nas inúmeras vezes em que lhe implorei:

Fique comigo!

 Tantos meses, quantos quilômetros percorridos e, tudo em vão...

Nossas experiências, sabedorias, descobertas e conquistas, nada disso terá sentido sem você aqui, pois não saberei onde pendurar nossos sonhos e sepultar os planos de uma vida.

 Às vezes, penso ser este o fim de uma caminhada, de uma ilusão, com bagagens penduradas nos ombros, sem ter com quem dividir tamanho peso.

Certa estou das vezes em que uma lágrima teimará em rolar de meus olhos, percorrer minha face, que certamente estará marcada por profundas rugas do tempo e, pela infelicidade de não ter compartilhado com você, os meus sonhos, meus dias, o ideal de uma vida a dois.

 Sei apenas nesse momento, que meu amor por você continuará sendo uma imensidão de horas perdidas, vagando na fragrância da distância, e mesmo assim, não morrerei de amor, sobreviverei sem seu amor, desejando apenas um minuto, um breve minuto, para que possa fazer o que não tive como fazer: Lutar por este amor.


 

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