Ela chamava a atenção:

― Que coisa esquisita, dizia dona Joaninha

Nunca vi uma lagarta assim, assim tão vermelhinha!

 

A lagartinha vermelha apenas passeava no pé de couve

Pra dizer a verdade, no pé de couve, nenhuma mordidinha houve.

 

Ela achava muito bonita a cor vermelha, pois era cor de contraste

Por isso perdia horas descansando dentro de um tomate.

 

Ela queria ser bem diferente, fazendo tudo para ser notada

Resolveu comer só tomate, para ter cor avermelhada.

 

Todo o dia subia, os degraus do tomateiro

E lá bem do alto avistava a horta por inteiro.

 

Foi então que percebeu o risco que corria

Pois as amigas esverdeadas, aos verdes se confundiam.

 

Ela de cor vermelha ao longe sobressaía

E o lavrador se a avistasse, por certo morreria.

 

Desceu então os degraus do tomateiro

E entre os verdes se envolveu, subiu, desceu,

 

E aos pés de couve, de toda horta comeu.

 

Comeu tanto a lagartinha, querendo sua cor mudar

Comeu... comeu... comeu..., a ponto de estourar.

 

E foi assim que percebeu, que a natureza não se pode mudar

Se ela é uma linda lagartinha verde, é verde que deve ficar.

 

Morde de um lado...

Morde de outro,

No talo da couve, feliz se balança

E em meio aos verdes, a lagartinha descança
 



 

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