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Jaz o poeta
Na lápide fria, sobre as letras, que recentemente escreveu,
e
nas mesmas letras, encontrou refúgio e nelas se protegeu.
Jaz o poeta
Em meio às flores do paraíso poético,
onde iniciou seu amor pela poesia,
que ao seu caminho iluminou, e hoje, o vento frio,
impiedoso, de repente tudo apagou.
Jaz o poeta
Nas letras, agora desoladas sobre as páginas
do livro que não escreveu.
Jaz, na minha saudade, meu grande e amigo poeta
que se foi, e sequer me disse
adeus.
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